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segunda-feira, 27 de abril de 2009

São Nuno


«Sabei que o Senhor me fez maravilhas. Ele me ouve, quando eu o chamo» (Sal 4,4). Estas palavras do Salmo Responsorial exprimem o segredo da vida do bem-aventurado Nuno de Santa Maria, herói e santo de Portugal. Os setenta anos da sua vida situam-se na segunda metade do século XIV [catorze] e primeira do século XV [quinze], que viram aquela nação consolidar a sua independência de Castela e estender-se depois pelos Oceanos – não sem um desígnio particular de Deus –, abrindo novas rotas que haviam de propiciar a chegada do Evangelho de Cristo até aos confins da terra. São Nuno sente-se instrumento deste desígnio superior e alistado na militia Christi, ou seja, no serviço de testemunho que cada cristão é chamado a dar no mundo. Características dele são uma intensa vida de oração e absoluta confiança no auxílio divino. Embora fosse um óptimo militar e um grande chefe, nunca deixou os dotes pessoais sobreporem-se à acção suprema que vem de Deus. São Nuno esforçava-se por não pôr obstáculos à acção de Deus na sua vida, imitando Nossa Senhora, de Quem era devotíssimo e a Quem atribuía publicamente as suas vitórias. No ocaso da sua vida, retirou-se para o convento do Carmo por ele mandado construir. Sinto-me feliz por apontar à Igreja inteira esta figura exemplar nomeadamente pela presença duma vida de fé e oração em contextos aparentemente pouco favoráveis à mesma, sendo a prova de que em qualquer situação, mesmo de carácter militar e bélica, é possível actuar e realizar os valores e princípios da vida cristã, sobretudo se esta é colocada ao serviço do bem comum e da glória de Deus.
É o patrono da 4.ª Companhia de Alunos do Colégio Militar.

sexta-feira, 18 de abril de 2008

Ainda sobre professores e alunos

Sem querer "puxar a brasa à minha sardinha", deixo aqui a reportagem do programa Sociedade Civil, da RTP 2, que passou em 7 de Abril.

Gostava particularmente de chamar a atenção para as palavras da professora Ana Ramos (6'15'').


Mais uma vez foi graças ao Ricardo Galvão que encontrei este vídeo.

quinta-feira, 6 de março de 2008

Colégio Militar, presente! (XII)

205 anos! E com a presença do Presidente da República na cerimónia, que permite olhar com renovada esperança e orgulho o futuro desta instituição!

O Ricardo Galvão já disponibilizou os momentos do 3 de Março - de onde retirei a foto que ilustra este post, como tal façam o favor de lá ir.

Obrigado, Colégio. Por tudo.

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Chega-me entretanto a notícia do
falecimento do Prof. Neves Henriques na terça-feira, com 91 anos. A provecta idade dos mestres. Deus o tenha!

sexta-feira, 19 de outubro de 2007

Colégio Militar, presente! (XI)

Uma barretina no ponto mais alto da América do Norte?

Um Zacatraz pelo 498!!, no blogue do 15/75.

Leitura obrigatória!

segunda-feira, 7 de maio de 2007

Colégio Militar, presente! (X)

Um pouco de publicidade para os intrépidos!



Mais informações aqui.

quarta-feira, 25 de abril de 2007

25 de Abril

Nesta data vai a minha homenagem para dois grandes Homens, insignes ex-alunos do Colégio Militar, que ocuparam o lugar da Presidência da República nesses tempos conturbados que se seguiram imediatamente à revolução, e que ficam na história como altos exemplos de Patriotismo:



quarta-feira, 18 de abril de 2007

Colégio Militar, presente! (IX)


Valerá muito a pena ler, no Jornal do Exército, a reportagem da Sra. Ten. Ana Rita Carvalho com o título: Meninos da Luz - 204 Anos do Colégio Militar.

Está disponível no site do Colégio.

quarta-feira, 7 de março de 2007

Colégio Militar, presente! (VIII)


Enchemos mais uma vez a Avenida da Liberdade, acompanhando com orgulho e saudade o Estandarte mais condecorado das Forças Armadas portuguesas. A todos os actuais alunos, só vos tenho a agradecer por mais um dia de imensa felicidade.


Fotografia e vídeo: AAACM, com a ajuda do Ricardo Galvão.

quarta-feira, 28 de fevereiro de 2007

Colégio Militar, presente! (VII)

Aproximam-se as comemorações oficiais do 204.º aniversário do Colégio Militar.

Vídeo da demonstração da Classe Especial de Ginástica no C. C. Colombo.

segunda-feira, 12 de fevereiro de 2007

Colégio Militar, presente! (VI)




Um forte abraço ao Ricardo Galvão.

quinta-feira, 18 de janeiro de 2007

Colégio Militar, presente! (V)

Marechal António Teixeira Rebelo
Fundador do Colégio Militar

Graças à família colegial foi possível colocar este insigne Militar e Pedagogo em 64.º lugar na lista de Os Grandes Portugueses. Não escondo que é para todos nós os que estamos ligados a esta casa um grande motivo de alegria e orgulho, e seja-nos permitida também uma certa dose de vaidade, independentemente de na lista constarem figuras, no mínimo, discutíveis, o que retira em parte a nobreza de que este programa se podia revestir. Mas enfim, há gostos para tudo!

Sirva esta "distinção" para dar a conhecer uma figura que é, sem dúvida, um exemplo consumado de verdadeiro Português.

Poderá ser consultada uma biografia no site da Associação dos Antigos Alunos do Colégio Militar.

terça-feira, 9 de janeiro de 2007

Colégio Militar, presente! (IV)

"Escrever sobre o Colégio é fácil e agradável, é apenas deixar falar o coração. Assim sendo, faço minhas a palavras do ex-33/1920 Spínola, que melhor do que ninguém um dia escreveu:

Ali aprendemos a marchar, a ritmar o passo e a sintonizar o bater dos nossos jovens corações com o coração da Pátria, simbolizada na Bandeira Nacional a que tantas vezes prestámos continência. Escrever sobre o Colégio é expressar um sentimento misto de recordação e saudade do tempo ali vivido e de gratidão à Casa onde forjamos a nossa personalidade e temperámos o nosso carácter no culto da camaradagem e do exemplo daqueles que, educados dentro das mesmas paredes, souberam morrer em glória ou, de qualquer modo, honrar Portugal no concerto da Nações."


15/75 - Freitas

quinta-feira, 28 de dezembro de 2006

Colégio Militar, presente! (III)


Encontro - agora, quase quatro anos passados! - publicado na Revista da Armada n.º 362 (Março de 2003) um artigo intitulado "O Espírito do Colégio Militar", escrito por J. Semedo de Matos, Capitão de Fragata Fuzileiro e ex-aluno.

"[...]nunca me foi tão difícil enfrentar a folha de papel, sabendo de antemão que tinha de aí deixar gravado algo do que está no mais fundo da minha alma[...]"

Deixo um excerto que me tocou de forma especial:


Compreendemos assim porque ostentam a barretina na lapela? porque se tratam de maneira diferente? porque confiam uns nos outros de forma especial? e porque chegam ao dia 3 de Março de cada ano e vão como loucos para a Avenida da Liberdade gritar Zacatraz, Zacatraz, à passagem dos que ainda lá andam?....
Fazem-no porque aqueles miúdos com farda cor de pinhão são agora a imagem viva da sua própria juventude que revivem naquele dia, acreditando por momentos que, enquanto houver Meninos da Luz com farda cor de pinhão a desfilar na Avenida da Liberdade (ou onde quer que seja), eles serão eternos. Serão eternos naquela fraternidade e – mais importante do que tudo isso – serão eternos os valores que os moldaram desde os dez anos de idade: será eterna a camaradagem colegial (forma sublime de definir a fraternidade de que já falei), será eterno o amor à pátria, a integridade de carácter, a lealdade, a coragem, a vontade de ultrapassar todos os limites, a força de acreditar em algo que é mais importante do que eles próprios, sabendo que só assim a ideia vive e a obra nasce.

Vale mesmo a pena lê-lo na íntegra.

segunda-feira, 18 de dezembro de 2006

Eles comem tudo, eles comem tudo...

... eles comem tudo e não deixam nada, já cantava Zeca Afonso há uns bons anos. E ei-los de volta, de mansinho, filando o dente... E depois percebemos certas coisas que são impostas pelas cúpulas, pseudo-notícias que são publicadas na imprensa da especialidade...
Na ânsia devoradora de tudo o que não pertence ao cânones do socialismo particular deles (vejam a trupe montada), encontro publicado em 11-08-2005 por Vital Moreira (um dos vampiros-mor) o seguinte:
"Após anos e anos de estudos, projectos e resistências, foi finalmente concretizada a reunião dos três institutos de estudos superiores das forças armadas num só. Como é difícil fazer reformas que afectam interesses e feudos instalados!
A propósito de escolas militares, o que é que justifica hoje a existência de escolas do ensino básico e secundário, como o Colégio Militar, se não um deslocado espírito de casta (aliás, reservado a rapazes)?"(realce meu)
Se não fosse tão triste, merecia uma gargalhada.

sábado, 16 de dezembro de 2006

Colégio Militar, presente! (II)


Recebo a notícia da publicação de um blog destinado a celebrar o centenário do nascimento de António Aniceto Monteiro (1907-1980), insigne matemático, e que foi aluno do Colégio Militar entre 1917 e 1925, com o número 78.

Deixo aqui umas palavras de Jorge Rezende, autor do blog:

António Aniceto Monteiro é o primeiro investigador moderno português em Matemática. Foi um dos impulsionadores do Movimento Matemático que, entre 1936 e 1947, a partir de Lisboa, lançou os fundamentos do que foi na altura, e que poderia ter continuado a ser, uma verdadeira Escola de Investigação, de Divulgação e de Ensino daquela Ciência em Portugal. No que diz respeito à investigação científica foi ele, sem dúvida, a figura central do Movimento Matemático.

sexta-feira, 15 de dezembro de 2006

Colégio Militar, presente! (I)

O desporto no Colégio tem uma componente, que em minha opinião, vai para além da pura competição e que nos distingue dos demais estabelecimentos de ensino, o "fairplay". A atitude desportiva colegial em termos de valores é de certo modo muito parecida com a dos Ingleses. Se por um lado nos ensinaram a ser grandes na vitória e "graciosos" na derrota por outro também nos ensinaram a odiar o que chamamos em língua colegial "pulhice", em Inglês "gamesmanship". Acredito que todos nós regemo-nos por estes princípios, mesmo quando só estando a ver um jogo.
[...]
Lembro-me de que cada vez que jogávamos com as outras escolas (nomeadamente vólei), estas traziam quase sempre alguns gandulos 2-3 anos mais velhos e como tal a nossa indignação era bem evidente e fazíamo-la transmitir sem grandes alaridos ao Prof. Dario. Contudo, a mensagem do Dario era bem simples: o que conta é a vossa atitude de equipa e consciência de que estäo a fazer um bom jogo e isso é meio caminho andado para o resultado. Convém referir que um belo dia ele deu uma desanca à porta fechada a mais um treinador "xico esperto" que apareceu com alguns "juniores" para jogar connosco "iniciados".

15/75 - Freitas

Colégio Militar


Muitas pessoas que se têm cruzado comigo ao longo da vida perguntam-me o porquê da opção pelo Colégio Militar (fui aluno entre 1983 e 1991, com o número 154) e porque é que tal facto é tão importante para mim.
A resposta não é fácil. E não é fácil porque, para mim, o Colégio Militar vive-se, sente-se, respira-se, ama-se. E quando entramos nesta mescla de sentimentos as palavras são sempre insuficientes.
Felizmente muitos dos meus camaradas conseguiram criar blogs onde expressam aquilo que eu, sinceramente, não consigo. E fazem-no de uma maneira notável, fazendo-nos recuar n anos e ficarmos a pensar como foi bom na altura, e como é bom ainda hoje lembrar!
Assim, conforme for respigando "confidências" publicáveis irei fazê-lo sob este título: Colégio Militar, presente! Desde já com a devida vénia aos (passados, presentes e futuros) autores...