Mostrar mensagens com a etiqueta Oração. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Oração. Mostrar todas as mensagens

quarta-feira, 16 de janeiro de 2008

A oração de Jesus

O Evangelho de hoje (Mc 1, 29-39) apresenta-nos a cura da sogra de Simão e dos enfermos.

Depois das curas, o evangelista diz-nos que Jesus, de "madrugada, ainda escuro, levantou-se e saiu; foi para um lugar solitário e ali se pôs em oração."

Este Jesus orante percorre todas as narrativas, sinal da sua íntima ligação com o Pai. E interpela cada um de nós, cristãos: qual a nossa disponibilidade para estes momentos de encontro pessoal com Deus?

Vale a pena ler este discurso de Santo Agostinho. Centra-nos numa realidade que muitas vezes este mundo em que vivemos nos tolda:

«Contemplemos Aquele que “era de condição divina” tomar “a condição de servo, tornando-Se semelhante aos homens”, humilhando-se “a Si mesmo, feito obediente até à morte” (Fil 2, 6 ss.). Oiçamo-Lo, suspenso da cruz, tornar sua a oração de um salmo. […] Nós rezamos a Cristo, pois, na Sua condição de Deus, e Ele reza na Sua condição de servo; de um lado, está o Criador, do outro, um homem unido à criação, formando um só homem connosco – a cabeça e o corpo. Rezamos-Lhe, pois, e rezamos por Ele e Nele.»
(fonte da imagem)

quarta-feira, 9 de janeiro de 2008

Evangelho

Para me ajudar na tarefa da meditação diária recorro, a exemplo de muitos, ao Evangelho Quotidiano. É a primeira mensagem que "cai" todos os dias na minha caixa de correio electrónico, e assim não há maneira de me furtar a esta responsabilidade pessoal que assumi.

O que raramente faço é ler os comentários à leitura que o sítio disponibiliza. Hoje fi-lo, e descobri este texto do actual Papa, que recomendo e deixo aqui. O Evangelho de hoje narra Cristo a andar sobre as águas.
«Os apóstolos atravessam o lago. Jesus está sozinho em terra, enquanto eles se esgotam a remar sem poderem avançar, porque o vento é contrário. Jesus ora e, na sua oração, vê-os esforçarem-se por avançar. Vem logo ao seu encontro. É claro que este texto está cheio de símbolos da Igreja: os apóstolos sobre o mar e contra o vento, e o Senhor ao pé do Pai. Mas o que é determinante é que, na sua oração, enquanto está “ao pé do Pai”, não está ausente; bem pelo contrário, ao rezar Ele vê-os. Quando Jesus está junto do Pai, está presente na Igreja. O problema da vinda final de Cristo é aqui aprofundado e transformado de modo trinitário: Jesus vê a Igreja no Pai e, pelo poder do Pai e pela força do seu diálogo com Ele, está presente junto dela. É justamente este diálogo com o Pai enquanto “está no monte” que O torna presente, e inversamente. A Igreja é por assim dizer objecto de conversação entre o Pai e o Filho, portanto, ela própria ancorada na vida trinitária.» (realce meu)