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sexta-feira, 23 de janeiro de 2009

A crise, quando chega, é para todos (e também para a Qimonda)

A pergunta do post abaixo estava a aguardar pelas reacções de Sócrates e do inefável Pinho, que inevitavelmente não passam das mesmas balelas de sempre.

Agora, admitamos por um momento que o que vou escrever a seguir não é ficção: o Estado (entenda-se eu, o leitor, o resto dos portugueses contribuintes bem como os nossos filhos quando chegar a vez deles) terá avalizado (irá avalizar) um empréstimo concedido (a conceder) à Qimonda por um sindicato bancário composto pela CGD e BES (e BCP?), no valor de 100.000.000,00 €.

Como o mais certo é esse dinheiro ficar por pagar por parte do contraente do empréstimo (vai uma apostinha?), o Estado (entenda-se eu, o leitor, o resto dos portugueses contribuintes bem como os nossos filhos quando chegar a vez deles) terá de assumir a sua responsabilidade perante o sindicato bancário, e para além disso convém não esquecer as responsabilidades sociais para com a maior parte dos 2.000 trabalhadores que perderão o emprego.

Então cá vai mais uma pergunta de algibeira: não valia mais a pena deixar a empresa falir de uma vez?

quarta-feira, 15 de outubro de 2008

OE 2009

Por uma vez tenho de concordar com Vital Moreira: «A acumulação de isenções fiscais para tudo e mais alguma coisa, sobretudo no IRS e no IRC, além de fazer crescer desmesuradamente a "despesa fiscal", vai tornando o sistema fiscal cada vez mais complexo e incompreensível.»

Se o Governo quisesse ajudar, deixava a despesa como está (e preferencialmente sem a aumentar nominalmente) e pura e simplesmente cortava nas taxas de impostos com mais reflexo nas carteiras dos contribuintes, sejam eles pessoas singulares ou colectivas. Toda esta panóplia de cortes aqui, isenções ali e sei lá mais o quê é só fumaça. Um fogacho sem impacto real significativo.

quinta-feira, 12 de junho de 2008

Do que me lembro a propósito do debate de hoje na AR

"Este governo não cairá porque não é um edifício; sairá com benzina porque é uma nódoa".

Eça de Queirós

(A Ana Drago citou esta frase num debate na Assembleia no consulado Barroso. Ao que cheguei!)

sexta-feira, 18 de abril de 2008

O pós-Menezes

Quem vier a seguir só tem um caminho: colocar o PSD claramente à direita do PS, com propostas concretas e pragmáticas que signifiquem, acima de tudo, menos Estado. Só assim será (ainda) possível roubar a maioria a José Sócrates.

quinta-feira, 7 de fevereiro de 2008

Comentário da semana

«Só gostava que me explicassem uma coisa. Como é que um Estado como o espanhol, com o enorme problema das autonomias que ameaçam constantemente desmembra-lo, consegue ter governos que cumprem integralmente a legislatura. O João Carlos I apenas teve como presidentes do Conselho:
Arias Navarro (herdado de Franco); Adolfo Suarez; Calvo Sotelo; Felipe González; Aznar e o Zapatero.
Por aqui, e se descontarmos os governos provisórios, já vamos em 17 (...)»


Nuno Castelo-Branco, na caixa de comentários deste post do Paulo Gorjão.

quarta-feira, 30 de janeiro de 2008

Cultura

Só se pode lamentar o Primeiro Ministro não ter, de uma vez por todas, feito o downgrade da pasta, passando a Cultura para Secretaria de Estado. Todos esses intelectuais arvorados que pululam no burgo e que defendem políticas de Cultura (?!) só estão à espera das ajudas, subsídios, apoios e favores. O esforço e o trabalho ficaram em segundo plano, e as obras que produzem roçam por norma a mediocridade, e não atraiem público. É só gastar o erário público.

Mas quero dar um exemplo do que, na minha opinião, um agente cultural deve ser. Acompanho de muito perto a Teresa Cardoso de Menezes. Esta soprano já lançou três discos, e tem a sua própria editora/produtora. No seu último lançamento recebe a seguinte crítica de Rui Vieira Nery:

"Teresa Cardoso de Menezes é, a muitos títulos, um caso de excepção na vida musical portuguesa. (...) Upon a Star (...) pôe em realce de forma transversal uma voz de grande doçura e uma sensibilidade artística discreta e sofisticada, num diálogo musical de cumplicidade sempre fluente com o talento e a sonoridade requintada de Andreia Marques na Harpa (...)."
Conclusão, lança no mercado árias de ópera, música sacra e tradicional, música erudita que como todos sabemos tem perspectivas de vendas muito baixas no nosso panorama de consumo.

Nunca recebeu um tusto do Ministério da Cultura!

Comprem os discos. Valem muito a pena.

terça-feira, 29 de janeiro de 2008

sexta-feira, 11 de janeiro de 2008

Do melhor!

quinta-feira, 10 de janeiro de 2008

sexta-feira, 30 de novembro de 2007

A palhaçada do costume

"Governo e organizações sindicais voltam a apresentar números muito divergentes quanto à adesão à greve da Função Pública que está esta sexta-feira a ter lugar. O secretário de Estado da Administração Pública, João Figueiredo, informou que a greve está a ter uma adesão média de 20,03% na administração central(...) A Frente Comum havia anunciado anteriormente uma adesão superior aos 80%." (realces meus, fonte Expresso)
Quem fala verdade? Cá para mim, ninguém.

Porreiro, pá.