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sábado, 7 de fevereiro de 2009

Mais questões sobre ética

Será admissível um banco, depois de ser intervencionado para evitar a falência, distribuir bónus pelo staff? Acompanhar aqui.

Quanto a mim, trata-se de um roubo. Não se pode premiar a incompetência.

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2009

Ética

O que esta crise global tem revelado com muita nitidez é a (pouca) ética que impera no meio, tanto dos agentes directos como por quem tem responsabilidades de governação:
  1. A mole de despedimentos a que se tem assistido é sintoma disso mesmo, porque não é possível acreditar que de um momento para o outro o custo do trabalho tenha subido tanto que se torna incomportável nas organizações. As pessoas que ajudaram a levantar impérios são agoras tratadas como elementos descartáveis;
  2. As teias de interesses mantêm-se vivas, com os lugares de topo a serem preenchidos por efeito de roleta: sai daqui, vai para ali, mas são sempre os mesmos a ocupar as cadeiras de decisão;
  3. Entretanto os governos mundiais vão-se dedicando a "entalar" as gerações futuras, como tenho vindo a observar. Encontrei no A Arte da Fuga o vídeo seguinte, que aconselho vivamente a verem com atenção.

sexta-feira, 23 de janeiro de 2009

A crise, quando chega, é para todos (e também para a Qimonda)

A pergunta do post abaixo estava a aguardar pelas reacções de Sócrates e do inefável Pinho, que inevitavelmente não passam das mesmas balelas de sempre.

Agora, admitamos por um momento que o que vou escrever a seguir não é ficção: o Estado (entenda-se eu, o leitor, o resto dos portugueses contribuintes bem como os nossos filhos quando chegar a vez deles) terá avalizado (irá avalizar) um empréstimo concedido (a conceder) à Qimonda por um sindicato bancário composto pela CGD e BES (e BCP?), no valor de 100.000.000,00 €.

Como o mais certo é esse dinheiro ficar por pagar por parte do contraente do empréstimo (vai uma apostinha?), o Estado (entenda-se eu, o leitor, o resto dos portugueses contribuintes bem como os nossos filhos quando chegar a vez deles) terá de assumir a sua responsabilidade perante o sindicato bancário, e para além disso convém não esquecer as responsabilidades sociais para com a maior parte dos 2.000 trabalhadores que perderão o emprego.

Então cá vai mais uma pergunta de algibeira: não valia mais a pena deixar a empresa falir de uma vez?

quarta-feira, 1 de outubro de 2008

Louco

Ouvi hoje á tarde Luís Fazenda do BE num discurso emotivo, inspirado, carregado, a dizer ao Governo que deveria rever as metas do Pacto de Estabilidade, criando uma folga orçamental para 2009 com medidas anti-cíclicas.

Louco. Agora, mais do que nunca, é que temos de apertar o cinto, e o Estado muito a sério. Porque daqui a uns meses o Estado vai ter de dar a mão aos portugueses. Muitos deles - acredito que uma maioria - não vai conseguir pagar os empréstimos que têm, porque as taxas de juro vão subir. Vertiginosamente. Ai se vão.

O problema é que 2009 é ano de eleições. E receio que Sócrates e companhia irão na conversa.

terça-feira, 29 de abril de 2008

Sobre o capitalismo

«A Royal Dutch Shell, a maior petrolífera da Europa, anunciou hoje uma subida de 25% nos lucros do primeiro trimestre do ano para os 9,08 mil milhões de dólares (5,81 mil milhões de euros)[...]»
Ou seja, a Shell lucra qualquer coisa como:

- 63,8 milhões de euros por dia;
- 2,7 milhões de euros por hora;
- 44 mil euros por minuto.

Entretanto hoje fui pôr vinte euros no depósito e só deu para uns míseros 15,4 litros de gasóleo.

É nestas alturas que tenho pena de não ser marxista-leninista-maoista-trotskysta-estalinista-castrista-louçanista...