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quinta-feira, 25 de junho de 2009

Vozes esclarecidas

Tive ontem à noite oportunidade de ver a entrevista de Constança Cunha e Sá a Nuno Crato, presidente da Sociedade Portuguesa de Matemática. Considero-a imprescindível, principalmente para os indefectíveis da "educação romântica" (expressão do entrevistado) perceberem onde estão a meter as novas gerações. Vão lá ver (espero que o link funcione e se mantenha).

(Visitou o Colégio Militar em 16 de Dezembro passado)

quarta-feira, 29 de outubro de 2008

Curioso, curioso...

... é a quantidade de escolas católicas que povoam os lugares cimeiros, tanto no ranking do básico como do secundário. As jovens do Womenage devem estar à beira de uma apoplexia, mais os camaradas do Arrastão, Jugular, 5 Dias, Esquerda Republicana...

(e mais alguns que não me lembro)

Liberdade e consequentemente qualidade na Educação

Depois de escrever este post, encontro o seguinte comentário nesta notícia do Público, que apresenta o ranking das dez melhores escolas do ensino básico (exames nacionais do 9.º ano):
"29.10.2008 - 01h17 - luis, espinho
por que não podem os pobres frequentar estas escolas? Se as minhas filhas custam, segunda a ministra, 3000 euros/ano ao erário público, DEVOLVAM-ME os 3000 euros e eu pagarei as propinas numa destas escolas e se calhar ainda me sobrava dinheiro! LIBERDADE DE ESCOLHA também para os pobres!"
Isto, garanto, é muito mais importante que o orçamento de Estado para 2009 ou muito mais necessário que Magalhães, TGVs e aeroportos. Podem pois continuar os nossos políticos a tergiversar. Virá alguém para fechar a porta.

terça-feira, 23 de setembro de 2008

Liberdade de Educação

Convido quem por aqui passar a ler este artigo. Num país que se dedica a formar analfabetos funcionais - quem tiver filhos no 1.º Ciclo sabe do que estou a falar - a única solução que resta para o futuro da comunidade educativa actual é a liberdade de educação, e essa liberdade só é possível com o cheque-ensino.

Ouvir ontem uma mãe na reunião de pais, professora de Matemática do 3.º Ciclo, a pedir encarecidamente ao professor de uma turma do 3.º ano para lhes ensinar a tabuada deixou-me derreado. Contava ela aos restantes pais que mais de 75% dos seus actuais alunos não sabe a tabuada. A tabuada, senhoras e senhores! O básico dos básicos!

E depois ver na televisão um Governo a fazer publicidade à Intel e à JP Sá Couto é deprimente. Que querem?

sexta-feira, 12 de setembro de 2008

Criacionismo

Leiam esta entrada do Joaquim Sá Couto. Destaco o último parágrafo:

"O horror da esquerda ao ensino do criacionismo é que este transmite valores, deveres e responsabilidades, enquanto o cientifismo abre a porta ao niilismo e o niilismo, claro está, abre a porta a tudo e mais alguma coisa."

Uma das portas abertas por este niilismo foi a relativização da moral, um drama que enferma a civilização actual. Basta atentar nos sinais dos tempos.

quarta-feira, 9 de abril de 2008

Sobre as escolas privadas

Tendo como fundo um tema muito mais abrangente, o André Abrantes Amaral deixa neste seu post um parágrafo que me suscita um comentário. Escreve ele:
"As escolas católicas são muito caras. São para uma elite, e fora dessa elite só lá consegue entrar quem faz esforços desmesurados. Como é que um católico que não tem meios financeiros para tal, assegura a educação católica dos filhos? Apenas se o Estado deixar de se intrometer no ensino da forma que o faz e permitindo a abertura de mais escolas. Só com mais escolas, as suas propinas descem e se tornam acessíveis a um número mais alargado da população."
Dado que me encontro nesta situação - tenho dois filhos numa escola privada católica que me custam uma enormidade - tenho reflectido sobre este assunto recorrentemente.

Ao contrário do AAA, e pensando no ensino privado num todo - não interessa se católico ou outro - não julgo que a solução esteja apenas em mais escolas, e portanto mais concorrência e preços mais baixos. Se deve haver livre escolha no ensino que pretendemos para os nossos filhos, o Estado deveria canalizar as verbas que custariam os alunos no ensino público para a escola da escolha dos encarregados de educação, sendo então o encargo da família a diferença entre a propina da escola e esse montante entregue pelo Estado. Concomitantemente desapareceria a dedução à colecta no IRS com as despesas de educação, dedução essa que na verdade só serve aqueles que têm rendimentos mais elevados.

Simples, pragmático e justo, como deixei na caixa de comentários do AAA, não vos parece?

sexta-feira, 28 de março de 2008

Carolina Michaëlis

Lê-se na Wikipédia:
Carolina Michaëlis de Vasconcelos (Berlim, 15 de Março de 1851 — Porto, 22 de Outubro de 1925) foi a mais célebre filóloga da língua portuguesa. Ela foi crítica literária, escritora, lexicógrafa, investigadora e a primeira mulher a leccionar numa universidade portuguesa, na Universidade de Coimbra. Ela tem grande importância como mediadora entre a cultura portuguesa e a cultura alemã.(...)
Um grande vulto, uma grande senhora. Se a respeitassem, não associavam ao seu nome à vergonha que são muitas das escolas em Portugal!